Quais impostos vão acabar na reforma tributária e o que muda para as empresas

Entenda quais impostos vão acabar com a reforma tributária, como funciona a transição até 2033 e quais impactos isso pode gerar para sua empresa. Veja como se preparar.
A reforma tributária deixou de ser um tema distante e passou a fazer parte da realidade das empresas brasileiras. Nos últimos anos, esse assunto saiu do campo técnico e ganhou espaço nas decisões estratégicas, principalmente porque mexe diretamente com a forma como os negócios lidam com seus impostos. Nesse cenário, uma das dúvidas mais comuns é entender quais tributos vão acabar e o que, de fato, muda para quem empreende.
A resposta exige atenção, porque não se trata apenas da extinção de alguns impostos, mas de uma mudança estrutural no sistema tributário. Isso significa que a forma de calcular, recolher e até planejar os tributos passa por uma transformação que impacta o dia a dia das empresas de maneira mais profunda do que muitos imaginam.
Quais impostos serão extintos com a reforma tributária
Entre os principais impostos que serão substituídos ao longo dos próximos anos estão o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e parte do IPI. Esses tributos fazem parte da rotina da maioria das empresas, seja no comércio, na prestação de serviços ou na indústria.
Com a reforma, eles darão lugar a dois novos modelos de tributação: a CBS, de competência federal, e o IBS, que será compartilhado entre estados e municípios. A proposta é simplificar um sistema que hoje é conhecido pela complexidade e pela quantidade de regras diferentes, reduzindo a sobreposição de tributos e trazendo mais padronização.
Por que a reforma tributária muda tanto o cenário das empresas
Atualmente, cada imposto possui sua própria lógica, base de cálculo e obrigações acessórias, o que exige um nível alto de controle e aumenta o risco de erros. Esse modelo gera insegurança e eleva o custo operacional das empresas, especialmente para pequenos e médios negócios.
A reforma tenta corrigir esse cenário ao unificar tributos e criar um sistema mais previsível. Ainda assim, essa simplificação não significa que a adaptação será simples. Pelo contrário, o período de mudança tende a exigir ainda mais atenção por parte dos empresários.
Como funciona o período de transição até 2033
Um dos pontos mais importantes da reforma é o período de transição, que se estende até 2033. Durante esse tempo, o sistema atual e o novo modelo vão coexistir, o que significa que as empresas precisarão lidar com duas formas de tributação ao mesmo tempo.
Esse cenário exige organização, acompanhamento constante e maior controle das informações fiscais. Erros nesse período podem gerar pagamento indevido de impostos, perda de créditos tributários e dificuldades no ajuste ao novo modelo.
O impacto da reforma no dia a dia das empresas
O impacto da reforma varia de acordo com o tipo de atividade, o regime tributário e a forma como a empresa está estruturada hoje. Negócios que operam com benefícios fiscais podem perder algumas vantagens ao longo do tempo, enquanto outros podem se beneficiar de um sistema mais equilibrado.
Além disso, a forma como os tributos influenciam a formação de preços tende a mudar. A nova lógica de tributação pode afetar margens de lucro, competitividade e até decisões estratégicas relacionadas à operação. Por isso, entender essas mudanças com antecedência é fundamental para evitar surpresas.
Erros comuns ao lidar com a reforma tributária
Um erro bastante comum é acreditar que a reforma ainda está distante e que não exige atenção no momento. No entanto, muitas decisões tomadas hoje já podem impactar diretamente o futuro da empresa dentro desse novo cenário.
Outro ponto importante é a expectativa de redução automática da carga tributária. Isso não é garantido. Dependendo da atividade e da organização da empresa, o impacto pode ser positivo ou negativo. Sem análise e planejamento, o risco é perder margem ou competitividade sem perceber.
Por que o planejamento tributário se torna essencial
Diante desse cenário, o planejamento tributário deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade. Mais do que cumprir obrigações, torna-se essencial entender cenários, simular impactos e acompanhar de perto as mudanças para ajustar a estratégia do negócio.
Empresas que se antecipam conseguem se adaptar com mais segurança, proteger suas margens e tomar decisões mais conscientes. Já aquelas que deixam para agir depois tendem a enfrentar ajustes mais complexos e, muitas vezes, mais caros.
Reforma tributária vai além dos impostos
A reforma tributária não deve ser vista apenas como uma mudança de tributos, mas como uma transformação na forma de gerir a empresa. Ela impacta desde a organização financeira até o posicionamento estratégico, exigindo uma visão mais estruturada e profissional do negócio.
Por isso, não é um tema que deve ficar restrito ao contador. Ele precisa fazer parte da rotina de gestão de quem quer crescer com segurança.
Começar a se preparar desde agora é o caminho mais seguro para atravessar as mudanças da reforma tributária com tranquilidade. Entender a realidade da sua empresa, identificar possíveis impactos e ajustar decisões com antecedência faz toda a diferença, e contar com apoio especializado ajuda a evitar erros que podem comprometer os resultados. Se você quer entender como tudo isso afeta o seu negócio e tomar decisões com mais segurança, a Hubs Contabilidade pode te ajudar com uma atuação estratégica, organizando o financeiro, avaliando o enquadramento tributário e estruturando sua empresa para crescer com mais previsibilidade ao longo das mudanças.

Publicado por:
Lázaro Dias
em 19/03/2026
Artigos relacionados

Plano de negócios completo e estratégico para estruturar sua empresa com segurança. Aprenda como montar, evitar erros e planejar o crescimento do seu negócio.

Entenda as regras do Imposto de Renda 2026, incluindo faixas de isenção, deduções, restituição e dicas para declarar sem erro. Saiba quem declara, o que mudou e como organizar sua declaração com segurança e tranquilidade financeira.

Entenda as novas regras do vale alimentação e vale refeição, os impactos para empresas, riscos trabalhistas e como se adequar ao PAT em 2026.